Teresina registra caso de raiva canina após 27 anos

Foi confirmado o primeiro caso de raiva canina em Teresina após 27 anos sem registro da doença. A diretora de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Amariles Borba, afirmou que o resultado do exame deu positivo.

Uma cachorra com suspeita de raiva morava na rua e era alimentado por uma moradora no bairro Aroeiras, zona Leste de Teresina. A mulher foi mordida pelo animal, que apresentou comportamento agressivo. A mulher está em tratamento e sendo monitorada.

A FMS deu início ao  “protocolo de bloqueio” na região do bairro Aroeiras, onde o cachorro morreu após contrair a doença. Durante 10 dias, as equipes de agentes de endemias irão fazer vacinação antirrábica de emergência de todos os cães e gatos que vivem apenas na área de cinco quilômetros do local onde a cadela vivia.

Já o monitoramento da área vai durar 60 dias e terá busca ativa e investigação de pessoas e animais que possam também ter sido contaminados, mobilizações comunitárias de educação em saúde.

VACINAÇÃO

 Apesar do caso confirmado de raiva canina, Teresina ainda não definiu o início da campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos, única maneira de impedir a contaminação desses animais e consequentemente proteger os seres humanos.

RAIVA

Também conhecida como hidrofobia, a raiva é uma doença infecciosa aguda, causada por vírus e que pode levar à morte. Os sintomas da raiva no homem são: sensação de angústia, dor de cabeça, febre, mal-estar, náusea, dor de garganta e alterações de sensibilidade no local de uma ferida anterior provocada por mordedura de animal. Estes sintomas evoluem para paralisia e espasmos dos músculos de deglutição quando se tenta engolir, ocasionando expulsão violenta dos líquidos. A visão, o odor e o ruído dos líquidos que caem também provocam estes espasmos. Por isto a doença também é conhecida como hidrofobia.

O agente infeccioso é o vírus da raiva, da família Rhabdoviridae e pertencente ao gênero dos Lissavirus que inclue quatro sorotipos: os vírus da Raiva, Lagos Bat, Mobola e Duvenhage.

A distribuição da doença é mundial e os reservatórios da doença são canídeos selvagens e domésticos , como cães, raposas, coiotes, lobos e chacais e também gatos. São infectados os morcegos frutívoros e insetívoros.

O modo de transmissão é pela saliva de um animal raivoso quando este morde sua vítima, introduzindo assim o vírus da doença, que se propaga no sistema nervoso central. É mais comum entre os animais, tendo suscetibilidade os mamíferos de sangue quente.

Como medidas de prevenção aconselha-se a vacinação de todos os cães e gatos. É necessário fazer a observação clínica por 10 dias de cães e gatos que morderam uma pessoa. Caso apresentem sinais de raiva, devem ser sacrificados. A pessoa que foi mordida deve receber prontamente a primeira dose da vacina anti-rábica e as outras doses 3, 7, 14 e 28 dias depois da primeira.

Fonte: Fiocruz