No Piauí, Bolsonaro critica interferência na eleição e que vive “momento de briga”

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta quarta-feira (30) em solenidade no Piauí que não se pode admitir que 3 ou 4 pessoas definam como será a eleição de outubro deste ano. Bolsonaro criticou a interferência nas eleições durante solenidade oficial de lançamento do 5G Agro, na cidade de Baixa Grande do Ribeiro, no Sul do Piauí.

“Teremos eleições limpas, não podemos admitir que 3 ou 4 pessoas decidam ou definam como vem a ser essa eleição. A alma da democracia é o voto e a contagem dele faz parte dessa alma”, afirmou sem citar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na comitiva estava presente o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o ministro-Chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, Rogério Marinho, de Desenvolvimento Regional e João Roma, ministro da Cidadania.

“Conhecemos na pele o que foi feito nos últimos 14 anos no Brasil. Não queremos isso de volta. Ninguém está fazendo campanha política. Estamos botando na mesa o que aconteceu atrás e o que acontece nos 3 anos do nosso governo”, disse o presidente.

Em clima eleitoral, Bolsonaro criticou a gestão petista e disse que o país “não pode querer isso de volta”. O presidente ainda citou a Petrobras como exemplo de “roubalheira” durante o governo do PT.

“A Petrobras durante a gestão vermelha – que tivemos entre 2003 e 2015 – foi endividada em 900 bilhões de reais. Isso em virtude de desvios, de roubos, de obras começadas e não acabadas. 900 bilhões de reais daria para fazer aproximadamente 70 transposições do Rio São Francisco. Olha o tamanho do roubo que tínhamos no Brasil. Nem quero falar dos quase 400 bilhões desviados do BNDES ou 45 bilhões da Caixa. Somando a roubalheira toda ao longos desses 14 anos, se aproxima da casa dos 3 trilhões de reais”, afirmou.

Bolsonaro não esqueceu os governadores e voltou a jogar culpa pelo alto preço dos combustíveis no ICMS.

“O pessoal reclama dos combustíveis, mas desde janeiro de 2019 nós congelamos os impostos federais de todos os combustíveis e, atualmente, zeramos o imposto federal do diesel. E desde o início do ano passado zeramos também o imposto federal do gás de cozinha. Lamento, a parcela mais salgada da composição do preço dos combustíveis vem do ICMS e isso cabe aos governadores de cada estado”, declarou.

deologia de gênero

Bolsonaro voltou a pedir que seja afastado das salas de aulas o conceito de ideologia de gênero e afirmou ser inadmissível o debate do assunto nas escolas.

“Que seja afastada da sala de aula a ideologia de gênero. Não podemos admitir que não se nasce homem e mulher e se decida o sexo na frente. Isso é inadmissível. Aceitamos o comportamento de quem quer que seja, depois de uma certa idade cada um vai ser feliz da maneira que achar melhor, mas ideologia nas escolas não admitimos. O estado pode ser laico, mas o presidente e os ministros são cristãos”, destacou.

O presidente falou ainda da pandemia ao reforçar que não fechou comércios e que, com os auxílios do governo, a economia do país sofreu menos.

“Não é fácil, mas se fosse fácil a missão seria de outra pessoa. Como mais difícil, mais vontade a gente enfrenta. Passamos a pandemia, consequências da guerra e o Brasil continua firme. Foi o que menos sofreu com a economia. Devemos a vocês homens e mulheres do campo que não pararam. Peguei um Brasil em 2019 com sérios problemas éticos e morais. Terminamos 2021 com quase 3 milhões de novos empregos. Meu governo não fechou uma só casa de comércio. Sempre dizíamos que tinha que enfrentar o vírus e o desemprego. Fizemos a nossa parte”, disse.

Bem contra o mal

No encerramento, Bolsonaro disse que o país vive uma briga do bem contra o mal. Vivemos um momento de briga, mas não é da esquerda contra a direita, é do bem contra o mal. O bem vai vencer como sempre venceu. O bem está na formação da grande maioria do povo brasileiro. A minoria que ousa desvirtuar a nossa formação, vai ter que esperar 500 anos para atingir seu objetivo”, finalizou.

Cidadeverde.com